Sindicato protocola carta e cobra providências diante de denúncias de assédios e condutas inadequadas no Banco do Brasil
Documento encaminhado à Superintendência Regional requer apuração rigorosa dos fatos, proteção às pessoas denunciantes e afastamento preventivo do gestor durante a investigação, como medida para preservar a integridade do ambiente de trabalho e a lisura do processo
O Sindicato protocolou nesta quarta-feira(17), junto à Superintendência Regional do Banco do Brasil uma Carta de Manifestação requerendo providências imediatas diante de denúncias de assédios e condutas inadequadas envolvendo um gestor da Plataforma de Suporte Operacional (PSO), em Maceió.
A entidade recebeu relatos de funcionários e funcionárias que apontam comportamentos incompatíveis com os princípios de respeito, ética e dignidade que devem nortear as relações de trabalho. O Sindicato ressalta que as denúncias já haviam sido objeto de tratativas anteriores com a instituição, mas afirma que, até o momento, não houve uma resposta considerada suficiente para enfrentar a situação.
Para o presidente do Sindicato, Thyago Miranda, a falta de medidas concretas diante de relatos tão graves gera preocupação e insegurança entre os funcionários. "Não estamos tratando de fatos isolados ou de um simples conflito no ambiente de trabalho. Estamos falando de denúncias que atingem diretamente a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras. O que causa estranheza é que já havíamos levado essa situação ao conhecimento da gestão do Banco e, mesmo assim, as respostas não vieram na velocidade e na dimensão que o caso exige", afirmou.
Thyago destaca que a gravidade da situação vai além das denúncias em si e alcança diretamente a saúde física e mental dos funcionários. "Todo caso de assédio deixa marcas profundas. Estamos falando de trabalhadores que passam a conviver com medo, ansiedade, insegurança e sofrimento emocional. Muitas vezes, a vítima leva esse problema para dentro de casa, afeta a convivência familiar e compromete sua qualidade de vida. Por isso, não podemos tratar essas denúncias como algo secundário ou burocrático. Elas exigem ação imediata e responsabilidade por parte da instituição", ressaltou.
Na manifestação, o Sindicato reforça que todas as informações apresentadas deverão ser apuradas pelos canais competentes, com absoluto respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. Ao tempo, destaca a necessidade de preservação do sigilo das pessoas denunciantes e das testemunhas, evitando qualquer possibilidade de constrangimento ou retaliação.
Entre as medidas reivindicadas, a entidade destaca a instauração imediata de procedimento administrativo para apuração dos fatos, a adoção de mecanismos efetivos de proteção às vítimas e testemunhas e o afastamento preventivo do gestor da função de chefia durante o curso da investigação, como medida cautelar destinada a preservar a lisura da apuração e a integridade do ambiente de trabalho.
"Quem denuncia assédio não pode carregar o peso do medo, da pressão ou da insegurança. É dever do Banco garantir proteção às vítimas e assegurar que a investigação ocorra de forma independente, transparente e sem qualquer interferência. O afastamento preventivo é uma medida de cautela que protege o processo e as pessoas envolvidas", destacou Thyago Miranda.
O Sindicato também solicita que a Superintendência Regional informe, no prazo estabelecido na carta, quais providências foram adotadas em relação ao caso. Para a entidade, a manutenção de um ambiente de trabalho livre de qualquer forma de violência, intimidação ou assédio constitui uma obrigação institucional e deve ser tratada como prioridade.
O presidente da entidade ressalta que o combate ao assédio não pode ficar restrito aos discursos institucionais ou às campanhas internas divulgadas pelo banco. "Não basta falar em respeito e valorização das pessoas nos comunicados oficiais. Quando surgem denúncias dessa natureza, é preciso agir. O silêncio, a demora ou a adoção de medidas insuficientes acabam transmitindo uma mensagem extremamente negativa para quem teve coragem de denunciar. A omissão diante de situações graves também adoece o ambiente de trabalho e enfraquece a confiança dos funcionários na instituição", afirmou.
Por fim, o Sindicato reafirma que acompanhará permanentemente o andamento da apuração e adotará todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis caso não sejam implementadas providências concretas para garantir a proteção dos trabalhadores e o cumprimento da legislação vigente.
"Os funcionários não podem ser deixados à própria sorte. O Banco do Brasil tem a responsabilidade de oferecer um ambiente seguro e saudável para todos. O Sindicato seguirá vigilante, cobrando respostas, transparência e providências efetivas. Quando a dignidade dos bancários é colocada em risco, nossa obrigação é agir e cobrar até que os fatos sejam devidamente esclarecidos", concluiu Thyago Miranda.

