Sindicato cobra soluções do Banco do Brasil para desvio de funções e falta de pessoal em agências do interior do estado

Dirigentes sindicais relataram denúncias relativas à sobrecarga de trabalho devido à desvio de funções e falta de funcionários

 

Na última quinta-feira (11) o Sindicato se reuniu com a Superintendência do Banco do Brasil, no centro de Maceió, para cobrar providências em relação à falta de funcionários e o desvio de funções enfrentados pelos bancários em agências do interior do estado.

Como exemplo podemos citar o que ocorre na agência de Maragogi, onde foi identificada uma situação crítica em razão do déficit de pessoal. Embora a unidade conte com cinco bancários em seu quadro, apenas dois estão em atividade, uma vez que três se encontram afastados por licença médica.

Durante o encontro, os dirigentes sindicais apresentaram denúncias recebidas dos bancários relativas à sobrecarga de trabalho. Entre os casos destacados, estão denúncias de desvio de função enfrentadas pelos Caixas, que têm sido incumbidos de executar atividades inerentes aos Tesoureiros (Gerentes de Serviços), sem a devida adequação funcional, o que acarreta sobrecarga de trabalho e elevação das responsabilidades assumidas.

A Superintendência reconheceu as dificuldades enfrentadas, informando que existem limitações para a ampliação imediata do efetivo e que alternativas estão sendo estudadas para suprir as ausências. Como encaminhamento, o Banco informou que irá abrir adições incentivadas, inicialmente em Alagoas podendo estender para estados próximos como Pernambuco, a fim de corrigir o mais rápido possível o problema em relação a sobrecarga de trabalho na agência de Maragogi. Com relação ao desvio de funções dos caixas no interior, o banco aduz que a parte de tesouraria segundo a norma é atribuição dos especialistas e que irá alinhar isso com os gestores das agências.

Para o presidente do Sindicato, Thyago Miranda, soluções temporárias não resolvem a situação enfrentada pelos funcionários. Ele defende o fortalecimento permanente do quadro de pessoal do Banco do Brasil, com a convocação dos candidatos aprovados no último concurso e a realização de novos certames para atender à demanda das agências. "Não é aceitável que bancários acumulem funções, assumam responsabilidades extras em relação as suas obrigações habituais. É preciso valorizar quem mantém o atendimento funcionando mesmo diante da falta de pessoal", enfatizou.

Os gestores da instituição informaram que foi iniciada uma pesquisa psicossocial com o objetivo de levantar informações sobre o ambiente de trabalho e a realidade vivenciada pelos bancários. Os questionários já foram disponibilizados individualmente por e-mail.

O Sindicato reforça a importância da participação dos bancários na pesquisa, para que seja construído um amplo diagnóstico sobre o ambiente de trabalho no Banco. Além disso, seguirá acompanhando a situação cobrando da instituição medidas efetivas e permanentes que assegurem condições adequadas de trabalho e valorização.

Participaram da reunião o presidente do Sindicato, Thyago Miranda, acompanhado da diretora Roseane Amaral e dos diretores Carlos Alberto e Iury Filgueira. Representando o Banco do Brasil, estiveram presentes Klebsson Cortês, gerente da GEPES-AL, e Kailson Vaz, superintendente Regional do Banco do Brasil em Alagoas.

 

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