Sindicato se reúne com PSO Maceió e Superintendência do BB e cobra responsabilidade do banco diante da sobrecarga imposta aos funcionários

Em reunião realizada na Superintendência, entidade alertou para o acúmulo de funções, pressão diária e impactos das mudanças operacionais na rotina dos funcionários

 

O Sindicato se reuniu, na última quarta-feira (27), com a Superintendência do Banco do Brasil para discutir os impactos das recentes mudanças operacionais implementadas  na PSO Maceió. O encontro ocorreu em tom institucional, porém com cobranças firmes diante do aumento da pressão sobre os funcionários.

A entidade reconhece que o setor bancário vive um processo acelerado de transformação digital e reorganização interna. O problema está na forma como novas atribuições vêm sendo incorporadas à rotina das unidades, sem uma transição adequada e sem estrutura compatível com o nível de responsabilidade exigido.

Os funcionários seguem responsáveis pelo atendimento presencial, movimentação de numerário, tesouraria, depósitos, pagamentos, compensação de cheques e organização das demandas diárias das agências. Ao mesmo tempo, continuam submetidos às cobranças por metas e indicadores comerciais. Paralelamente, passaram a assumir atividades técnicas antes concentradas em plataformas especializadas do banco.

Entre as novas demandas estão procedimentos ligados ao AQR, validação de procurações, curatelas, atualização de operações do agro, análise documental, além de resgates de alvarás judiciais, precatórios e RPVs. São tarefas que envolvem riscos operacionais, administrativos e jurídicos e exigem conhecimento técnico específico.

O presidente do Sindicato, Thyago Miranda, afirmou que os funcionários não rejeitam as mudanças, mas cobram responsabilidade na condução desse processo. "Não é possível tratar como algo simples uma rotina que hoje exige do trabalhador múltiplas funções ao mesmo tempo. O funcionário atende clientes, administra filas, responde por metas e ainda precisa executar procedimentos complexos que exigem atenção e responsabilidade. O banco precisa enxergar os limites dessa sobrecarga. Os colegas têm compromisso com a instituição, porém compromisso não pode ser confundido com absorção ilimitada de responsabilidades sem suporte adequado", destacou.

A diretora Roseane Amaral ressaltou que o cenário tem provocado desgaste emocional e insegurança funcional entre os trabalhadores. "Os relatos mostram um ambiente de tensão constante. Muitos colegas convivem diariamente com ansiedade, medo de cometer erros e pressão acumulada em diversas frentes de trabalho. Isso afeta diretamente a saúde dos funcionários e também a qualidade do atendimento prestado", afirmou.

Já o diretor Carlos Alberto reforçou que o Sindicato buscou construir um debate equilibrado com a gestão do banco, sem abrir mão da defesa da categoria. "O diálogo é importante e precisa continuar existindo, mas é necessário que o banco compreenda a dimensão do problema", pontuou.

Durante a reunião, o Sindicato exigiu a melhoria das condições operacionais, entre elas definição mais clara dos fluxos de trabalho, treinamento contínuo, período razoável de adaptação, implementação gradual das mudanças e fortalecimento do suporte técnico aos funcionários. A entidade também defendeu a criação de canais mais rápidos e eficientes para esclarecimento de dúvidas operacionais junto às áreas especializadas, permitindo maior segurança na execução das atividades.

Diante das reivindicações, o banco se comprometeu em implementar algumas ações , dentre elas: horário específico para treinamento virtual, viabilidade da execução dos serviços fora do ambiente de caixa e treinamento presencial de toda rede PSO.   

O Sindicato reafirmou que continuará acompanhando de perto os desdobramentos das mudanças implementadas pelo Banco do Brasil. A entidade destacou que seguirá atuando para que o processo de modernização da instituição não aconteça às custas da saúde, da segurança funcional e das condições de trabalho dos funcionários.

Participaram da reunião Cristiane Albuquerque  superintendente estadual, Denílson Killa gerente PSO Maceió, Klebsson Cortês gerente GEPES-AL , além do presidente Thyago Miranda, a diretora Roseane Amaral e os diretores Carlos Alberto e Iury Filgueira.   

 

Mais Notícias

+ Ver todas