Sindicato realiza ato em defesa dos bancos públicos e contra as privatizações
Categoria bancária, trabalhadores e entidades sindicais realizam ato unificado em defesa do patrimônio público, dos empregos, dos direitos da categoria e da soberania nacional
Bancárias, bancários, aposentados e representantes de diversas entidades sindicais participaram, nesta sexta-feira (16), de um ato público unificado em frente à agência Livramento do Banco do Brasil, em defesa dos bancos públicos e contra qualquer ameaça de privatização.
A mobilização organizada pelo Sindicato é uma reposta a proposta do candidato à presidência do Partido Liberal (PL), que já declarou em vídeos, a intensão de privatizar até 95% das empresas públicas. O evento contou com a participação da CUT/AL, CTB/AL, AEA/AL, APCEF/AL, SINTEAL e SINTECT/AL, fortalecendo a unidade de quem compreende que defender o patrimônio público é defender os interesses da classe trabalhadora e de toda a população.
O ato destacou a importância da mobilização popular e sindical diante das ameaças de desestatização e das propostas econômicas que recolocam as privatizações no centro do debate político. A defesa do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do Banco do Nordeste exige organização, unidade e resistência. Para os trabalhadores, não basta a promessa de que determinadas instituições ficarão de fora de uma eventual venda. É preciso garantir que os bancos públicos permaneçam sob controle do Estado, fortalecidos e comprometidos com os interesses do povo brasileiro.
Os bancos públicos cumprem uma função estratégica que vai muito além das operações financeiras. São instrumentos de desenvolvimento econômico e social, fundamentais para o financiamento da agricultura, o crédito habitacional, o apoio à produção, a geração de empregos, o desenvolvimento regional e a execução de políticas públicas. Enfraquecer essas instituições significa colocar em risco ferramentas importantes para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades para a população.
Para o Sindicato essa luta também passa pela defesa dos empregos, dos direitos trabalhistas e das condições de trabalho de milhares de bancárias e bancários, da ativa e aposentados. A privatização pode mudar prioridades de atendimento, critérios de concessão de crédito e a presença dos bancos em regiões onde a população depende diretamente dos serviços públicos financeiros.
Para Thyago Miranda, presidente do Sindicato o enfrentamento às privatizações exige mobilização permanente e unidade entre as entidades sindicais e a classe trabalhadora. "Não podemos permitir que decisões que afetam o futuro do país sejam tomadas sem considerar os interesses da população. Defender os bancos públicos é defender a capacidade do Estado de promover desenvolvimento, reduzir desigualdades e garantir direitos. Por isso, precisamos estar organizados, nas ruas e mobilizados para barrar qualquer tentativa de privatização. Essa é uma luta que ultrapassa a categoria bancária e exige o compromisso de toda a sociedade. Não abriremos mão do nosso patrimônio, dos nossos direitos e de um projeto de país que coloque os interesses do povo acima dos interesses do mercado", declarou.











