Sindicato reúne entidades e articula mobilização em defesa dos bancos públicos
Reunião com representantes da APCEF, AEA e ANABB definiu estratégias de luta em defesa do Banco do Brasil, da Caixa e do Banco do Nordeste. Ato público será realizado nesta sexta-feira (16), às 8h, em frente ao BB, na agência Livramento
Defender os bancos públicos é defender o Brasil, os empregos, os direitos dos trabalhadores e a capacidade do Estado de promover desenvolvimento e reduzir desigualdades. Com essa perspectiva, o Sindicato reuniu, nesta quarta-feira (14), em sua sede, representantes da APCEF, da AEA e da ANABB para organizar a mobilização em defesa dessas instituições diante do avanço do debate sobre privatizações no país.
O encontro teve caráter organizativo com o objetivo de fortalecer a articulação entre as entidades representativas, construir estratégias conjuntas de mobilização e ampliar o diálogo com os trabalhadores e a sociedade sobre os riscos de transferir instituições estratégicas para o controle privado.
A preocupação ganhou força diante das declarações de Flávio Bolsonaro sobre a intenção de privatizar grande parte das empresas estatais. A possibilidade de um amplo programa de desestatização acende o alerta para o futuro dos bancos públicos e de outras empresas fundamentais para a economia nacional.
Embora representantes da campanha tenham negado a intenção de privatizar o Banco do Brasil e a Caixa, o programa econômico apresentado prevê a retomada de privatizações, o que mantém em pauta o debate sobre o papel do Estado e o futuro das empresas públicas.
Para o Sindicato, a defesa dos bancos públicos não pode ser tratada como uma pauta restrita aos seus empregados. O Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste exercem funções estratégicas que vão muito além das operações bancárias: financiam a produção, apoiam agricultores e pequenos empreendedores, contribuem para a política habitacional e movimentam a economia em regiões onde a presença do Estado é indispensável.
No Nordeste, o Banco do Nordeste tem papel relevante no financiamento de atividades produtivas e no desenvolvimento regional. A Caixa é fundamental para o crédito habitacional e a execução de políticas sociais, enquanto o Banco do Brasil tem forte atuação no financiamento da agricultura e do agronegócio, além de atender empresas e pessoas físicas em todo o país.
Uma eventual privatização dessas instituições pode abrir espaço para mudanças nas prioridades de atendimento, nas redes de agências e nas estratégias de concessão de crédito. Para os trabalhadores, também surgem preocupações com a manutenção dos empregos, as condições de trabalho e os direitos conquistados ao longo de décadas de luta.
O que está em jogo não é apenas quem controla os bancos, mas a serviço de quem essas instituições vão funcionar. Sob controle público, elas podem cumprir objetivos de desenvolvimento econômico e social que não se limitam à rentabilidade. Por isso, o Sindicato defende que os bancos públicos sejam fortalecidos, com valorização dos trabalhadores, ampliação do atendimento e compromisso com as necessidades da população.
Para o presidente do Sindicato, Thyago Miranda, não há espaço para passividade diante de propostas que possam ameaçar instituições estratégicas para o país. "Não podemos assistir de braços cruzados a projetos que colocam em risco os bancos públicos, os empregos e os direitos de milhares de trabalhadores, ativos e aposentados. Os bancos são patrimônios do povo brasileiro e cumprem um papel que vai muito além do lucro. São instrumentos de desenvolvimento, de geração de oportunidades e de acesso ao crédito. Enfraquecer ou privatizar essas instituições significa colocar em disputa o próprio papel do Estado na construção de um país mais justo. Vamos fortalecer a unidade entre as entidades, mobilizar os trabalhadores e ocupar as ruas para defender o que é público. Essa luta é de toda a sociedade", afirma Thyago.
Como primeiro encaminhamento da reunião, as entidades definiram a realização de um ato público nesta sexta-feira (16), a partir das 8h, em frente ao Banco do Brasil, na agência Livramento.
O Sindicato convoca bancários, aposentados e a população a participar da mobilização. A defesa dos bancos públicos exige unidade, organização e participação popular. Contra as privatizações, em defesa dos empregos, dos direitos e da soberania nacional.

