Bancários de Alagoas cruzam os braços e dizem NÃO à proposta da Fenaban

Paralisação de 24 horas na última quinta-feira (20) fecha mais de 90% das agências e mobiliza a categoria em todo o estado em resposta à Fenaban  

 

Na última quinta-feira (20), as bancárias e os bancários de Alagoas cruzaram os braços somando-se à paralisação nacional de 24 horas da categoria. A mobilização atingiu agências da capital e também do interior do estado movimentando toda a base, chegando a paralisar mais de 90% das agências bancárias.

O movimento é uma resposta direta ao modo como a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) vem atuando nas mesas de negociação, já que após sucessivas rodadas, os bancos não apresentaram uma proposta capaz de atender às reivindicações dos trabalhadores bancários.

O Sindicato atuou diretamente na organização da paralisação, com apoio da Apcef/AL, Aea/AL, Agecef/AL, Sindicato dos Vigilantes/AL, UP/AL e demais entidades sindicais e movimentos sociais levando informação às agências, dialogando com a base e com a população.

Thyago Miranda, presidente do Sindicato, enfatiza que a categoria participou ativamente do movimento de paralisação e não aceitará propostas que não valorizem os bancários e bancárias. "O Sindicato está na luta e não vai recuar. Quero agradecer a cada bancário e cada bancária que paralisou suas atividades fortalecendo o nosso movimento neste dia histórico. A paralisação é um passo importante, mas não é o fim da nossa mobilização. Se os bancos insistirem em não ouvir a categoria, vamos ampliar a pressão. Nossa força está na unidade, na participação e na capacidade de organização de cada bancária e cada bancário".

 

Uma campanha que exige valorização

A Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 reúne uma pauta ampla, construída a partir das necessidades da categoria. Entre as principais reivindicações estão 5% de aumento real, além da reposição da inflação, valorização do piso salarial, reajuste maior para o vale-refeição e alimentação e melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A pauta também envolve a defesa do emprego bancário, manutenção dos direitos conquistados, combate às metas abusivas, ampliação das agências físicas, defesa dos bancos públicos e uma distribuição mais justa dos ganhos proporcionados pela tecnologia. A categoria também reivindica proteção no teletrabalho, um piso para os trabalhadores de Tecnologia da Informação, o direito à desconexão e medidas de segurança bancária no meio digital.

A reivindicação por aumento real ganha ainda mais relevância diante dos resultados apresentados pelo próprio sistema financeiro. Dados divulgados durante a campanha mostram que os cinco maiores bancos brasileiros registraram lucro líquido de R$ 124 bilhões em 2025. No primeiro semestre de 2026, Bradesco, Itaú e Santander somaram R$ 45 bilhões em lucros.

 

Não existe conquista sem participação

A mobilização é legítima, necessária e construída passo a passo pela categoria. A maioria dos bancários e bancárias aprovou a paralisação e rejeitaram a proposta apresentada pela Fenaban, demonstrando que existe indignação e também muita disposição para a luta.

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