Após cobrança da Contraf-CUT e da Fenae, Caixa autoriza abono de horas nos jogos da Seleção
Banco havia orientado empregados a compensarem as horas não trabalhadas; mudança atende reivindicação das entidades representativas
A mobilização da Contraf-CUT, da Fenae, das Apcefs e das representações dos empregados da Caixa garantiu uma mudança importante na orientação do banco sobre a jornada nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Fifa 2026. Após cobrança das entidades, a Caixa autorizou, em comunicado interno, a utilização do abono de horas nos casos em que não for possível o cumprimento integral da jornada.
A alteração ocorre depois que a Contraf-CUT e a Fenae solicitaram formalmente que o banco não cobrasse compensação das horas liberadas para que os empregados e empregadas possam acompanhar as partidas da Seleção. A reivindicação foi apresentada após a primeira orientação da Caixa determinar que as horas não trabalhadas deveriam ser compensadas, registradas no SIPON como homologação "C", ou supridas com alternativas como APIP, licença-prêmio ou compensação de horas.
A primeira orientação do banco gerou forte insatisfação entre os empregados, especialmente porque outras instituições financeiras haviam adotado o abono das horas. Além disso, a regra poderia criar dificuldades práticas para bancários e bancárias com jornada de oito horas, empregados em unidades com atendimento presencial, trabalhadores do atendimento digital e equipes submetidas à necessidade de autorização gerencial para permanecer ou retornar ao trabalho depois das partidas.
O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, destacou que a mudança só ocorreu porque houve reação rápida das entidades e da base. "A primeira orientação da Caixa era equivocada, porque transferia para os empregados o ônus de uma liberação que decorre de um evento nacional e de uma orientação geral do setor bancário. A Contraf-CUT, a CEE/Caixa, a Fenae e as representações estaduais atuaram para corrigir essa distorção. A decisão de permitir o abono é resultado direto da pressão organizada dos trabalhadores", afirmou Felipe.
Entenda o caso

