
Os bancários de todo o país foram convocados na noite de sexta-feira 23, a participar ativamente da Campanha Nacional 2010 para fortalecer e unificar a luta para avançar nas conquistas. O chamado à união e organização da categoria foi feito pelo Comando Nacional e aconteceu na solenidade de abertura da 12ª Conferência Nacional dos Bancários. Os dirigentes sindicais reafirmaram temas prioritários para este ano: mais emprego, aumento real, fim das metas abusivas e do assédio moral, e melhores condições de saúde, segurança e trabalho.
"No ano passado, os bancários me perguntavam o motivo da subdivisão da campanha em eixos e se seria possível avançar daquela maneira. Nós mostramos que era possível mudar a realidade, pois conquistamos aumento real, 15 mil novos empregos nos bancos públicos, os mesmos direitos para casais homoafetivos, além da ampliação da licença-maternidade", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, na cerimônia de abertura.
"Mas é preciso avançar ainda mais", completou, apontando a importância da discussão sobre o fim das metas, melhores condições de trabalho e saúde e previdência complementar. O presidente da Contraf-CUT propôs ampliar a unidade da categoria, chamando as entidades que ainda não integram o Comando Nacional a unificar a pauta de reivindicações e o calendário de mobilização.
O dirigente sindical ainda defendeu a participação dos bancários no processo eleitoral, mostrando a diferença de projetos em disputa. "Um deles pretende privatizar os bancos federais, o que nós não vamos permitir. Por isso, apoiamos a candidatura da Dilma, que é a melhor para o país", completou Carlos Cordeiro.
O futuro do Brasil
Ao considerar o cenário político, os representantes dos trabalhadores lembraram a importância da sociedade brasileira em não permitir o retrocesso do país. "O Brasil vive um momento de destaque, sendo referência tanto internacional - foi um modelo de superação da crise econômica, integra o G20 - quanto nacional - o PIB brasileiro tem expectativas de crescer 7% este ano, milhões de brasileiros saíram da pobreza e 90% das categorias que já fecharam acordo conquistaram ganho real", afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Juvandia Moreira.
"No entanto, quando observamos o Sistema Financeiro Nacional, percebemos que ele continua bastante concentrado. Os três maiores bancos detêm 79% dos depósitos no país, os mesmos que lucraram R$ 9,5 bilhões apenas no primeiro trimestre do ano. Esse valor seria suficiente para a construção de 1,3 milhão de moradias populares. Em seis anos, daria para acabar com o déficit habitacional no Brasil. Os resultados exorbitantes dos bancos precisam ser revertidos em uma política de desenvolvimento econômico nacional", frisou Juvândia.
Diante desse contexto, ela ponderou a importância da categoria ter em mente a diferença entre os dois projetos políticos que estão disputando as eleições 2010: de um lado, o projeto neoliberal e, do outro, a continuidade do Governo Lula.
Fonte: Renata Ortega / Rede de Comunicação dos Bancários
Foto: Nando Neves
